quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Elo


Fotografia de Andréa Motta - Vedada a Reprodução


Elo
De: Cláudia Gonçalves & Luh Oliveira
para: Andréa Motta

chove em meus olhos
Sempre que a luz do dia
rasga a escuridão

chove em meus olhos
em cada crepúsculo
quando o arrebol
invade o azul

chove em meus olhos
sempre que a lua nasce
calmamente
entre as estrelas

sonhos dispersos
pintam o brilho da noite

chove em meus olhos
quando o orvalho
nada no seio da terra
e se faz nuvem-carmim
flutuando no peito
sementes de saudade

chove em meus olhos
sempre que em ti penso
esperando a chegada
do próximo sol nascente

Um comentário:

cacau disse...

Foi um prazer imenso escrever esse poema!Andréa merece todas as homenagens...Obrigada por ter nos inspirado, poeta-musa.
Ficou bem bonitinho né?...

Beijopoesia da amiga,fã.