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sábado, 12 de julho de 2008

Poêmea*



Poêmea
Luh Oliveira e Andréa Motta


Ei, olha lá
chegam sem fôlego
cavalos alados
cansados da longa jornada

Trazem nos olhos
um largo sorriso
e sonhos inquietos

Ei, olha lá
há poetas à solta
soltos dentro de nós

feito nuvens
coloridas
clareiam a noite

de esperança
06/06/08
* Poêmea= Poesia Fêmea

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008

Elo


Fotografia de Andréa Motta - Vedada a Reprodução


Elo
De: Cláudia Gonçalves & Luh Oliveira
para: Andréa Motta

chove em meus olhos
Sempre que a luz do dia
rasga a escuridão

chove em meus olhos
em cada crepúsculo
quando o arrebol
invade o azul

chove em meus olhos
sempre que a lua nasce
calmamente
entre as estrelas

sonhos dispersos
pintam o brilho da noite

chove em meus olhos
quando o orvalho
nada no seio da terra
e se faz nuvem-carmim
flutuando no peito
sementes de saudade

chove em meus olhos
sempre que em ti penso
esperando a chegada
do próximo sol nascente