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quarta-feira, 31 de março de 2010

Trovas para Curitiba


Fotografia Chama- By Andréa Motta

Trovas Para Curitiba
Andréa Motta


No clarão da velha chama,
de ritmos e de valores,
curitibano conclama:
- Rimai por nós, trovadores!

Curitiba valorosa!
Sua douta caminhada
com a verve vigorosa:
seja sempre iluminada!

Vive Curitiba, o sonho
de um mundo tão mais humano,
mais feliz e mais risonho
do povo curitibano!

Oh Curitiba, ressalto,
teus filhos hospitaleiros:
na beleza do planalto
semeiam formosos pinheiros.
Andréa Motta

terça-feira, 24 de março de 2009

Curitiba - 316 anos

Em 29 de março de 2009
Curitiba completa 316 anos,
abaixo uma breve homenagem
à Cidade.



  • Pinheiro do Paraná
  • Fotografia Andréa Motta.

Cidade repouso
Descanso dos olhos
Belos pinheiros

Kedma O'liver

**

Curitiba.
Andréa Motta



No isolamento do planalto
Pleno de araucárias
nasceu a Curitiba
de múltiplas facetas
e tantos sotaques,

da boca maldita,
(bem dita) tribuna
que sem cerimônia

tudo fala,
ouve, vê
e articula

A Curitiba de todas as gentes
de todas as lutas
e de todas flores.

ainda que a pobreza
ronde seus filhos

que proliferem as favelas
que a violência esteja descontrolada
e o trânsito caótico.

e a sutileza dos contrários
perpasse olhares contemporâneos

em sua mais cara essência
serás para sempre a Curitiba
de todos os sorrisos

terça-feira, 3 de março de 2009

Levante




  • Anoitecer: Fotografia de Andréa Motta



Levante
Andréa Motta



Nua de esperança a noite
desabrocha prenhe de silêncio

em puro desvelo
lamenta o enredo

entregue ao destino
de perene apatia

Resiste o amor.
28/10/08

sábado, 29 de março de 2008

Curitiba - 29 de março - 315 anos



Coré etuba
Andréa Motta


Uma névoa seca e habitual
acorda sem parcimônia
a Curitiba da fala escandida

Pássaros e um ar glacial
anunciam mais uma titônia
na cidade meio bandida

meio conceitualista
meio metrópole
meio província.

O sangue dos pioneiros
Nas veias da antiga Vila
Semeia imponentes pinheiros.

Curitiba de tantas faces,
de índios, vampiros
e poetas

de tantos sorrisos
sagrados
e profanos

No outono quando a urbes aniversaria
o vento corta as faces
e o silêncio matinal
é quebrado por sirenes e buzinas

tipuanas e paineiras floridas
derramam sobre o complexo
urbanístico modelo
um olhar de vanguarda

revelado pelo cotidiano urbano.