No canto dos Olhos
Andréa Motta
Latejante
(no canto dos olhos)
o azul profundo
(no malabarismo da rua)
goteja
O poeta
tange
(efervescente)
e recua
Perante
o amarelo
petulante
(da juba
ensandecida
pela lua
nua)
cria
No equilíbrio
volátil
da areia
marca
remarca
Estabiliza
libera
a libélula
e vôa