quarta-feira, 24 de novembro de 2010

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Fotografia: Ícaro by Andréa Motta

Eis que surges imponente
Entre os prédios e o azul celestial
Ícaro Moderno

Andréa Motta
24/11/10

sexta-feira, 5 de novembro de 2010

Hai Kai ....



Árvore de inverno
tanto faz o colorido
do vicejante Ipê

Andréa Motta
10/10/10

quarta-feira, 13 de outubro de 2010

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Ao alcance das mãos
Um agitado bem-te-vi
corteja sua fêmea.

Andréa Motta
13/10/10

domingo, 10 de outubro de 2010

Um poemeto......



Piscam vagalumes,
são tantos a adornar o céu
Por um breve instante.

Andréa Motta
10/10/10

domingo, 3 de outubro de 2010

Haicai - Primavera


Chuva mansinha
sobre a relva do jardim
flores mais formosas!
Andréa Motta
03/10/10

sábado, 25 de setembro de 2010

Primavera - Haiku



São tantas as cores
nessa estação florida.
Natureza em festa!

*

Uma árvore florida.
Primavera os teus fulgores,
têm profundas raízes.

Andréa Motta
25/09/10

domingo, 25 de julho de 2010

Haicais à Serra do Mar


Caminhos da Serra:Fotografia de Andréa Motta


Entre uma curva ou outra
correm na serra do mar
rios de água cristalina

*

Bromélias floridas
nos caminhos da Graciosa
Um caso de amor

Andréa Motta
25/07/10

sábado, 24 de julho de 2010

Escritor


Imagem retirada da web

Escritor
Andréa Motta


Para ser escritor não basta
vestir-se de palavras
há de despir-se da própria pele.

sexta-feira, 23 de julho de 2010

Areia


Areia: Fotografia de Andréa Motta


Areia
Andréa Motta

nessa areia branca
desenho meu passado
e busco no vento
arrimo ao futuro

fujo dos ditames
e regulamentos

nessa areia branca
onde o tempo
entre os dedos
escapa
sou tão breve
como breve
é a vida.

quarta-feira, 30 de junho de 2010

Naquela casa da esquina




Naquela casa da esquina
Andréa Motta


Naquela casa da esquina
ao cair das tardes, reunem-se os intelectuais,
as prostitutas e os desocupados do meu bairro.
Chegam aos grupos ou desacompanhados.

Aos poucos ao solo solitário d'um violão
mistura-se um bulício de vozes.
Ao verde das paredes incorpora-se euforia,
talvez nostalgia. A tristeza fica do lado de fora.

Naquela casa da esquina
os quitutes saborosos
juntam-se à poesia e à vadia.
O que era happy hour invade a madrugada.

Até que os olhos fiquem embaçados,
as vozes embargadas
e o violão se cale.

Mas nunca há silêncio
naquela casa da esquina,
ali moram os pássaros do meu bairro.

Mal o dia amanhece
mansamente iniciam nova cantoria.
A alegria reside
naquela casa da esquina.